Estou aprendendo aos poucos que sou dona do meu próprio prazer, estou aprendendo que conhecer a mim e ir fundo em quem eu sou é extremamente necessário e essencial, estou aprendendo a me levar a lugares que não sabia que existia, a ter sensações que não imaginei um dia poder experimentar. Me deleito ao toque da minha própria pele e é tão bom ter que agradar somente a mim, a solidão mudando a forma como é vista e trazendo uma enorme sensação de completude para mim, estou bem comigo, com meu corpo e em completa sintonia com os meus pensamentos, eu me conheço sei exatamente o que fazer. Então começo devagar e ondas de calor tomam conta do meu corpo, sensações de outro mundo invadem o meu ser, sem exageros, esse é o momento de mais deleite da minha vida. No topo da minha conexão com o meu eu, me entrego a mim mesma e nesse crescente sentimento de amor próprio mergulho cada vez mais fundo na cachoeira de prazer que derrama de mim. Movimentos ritmados me permitem dançar e eu vou ao som dos meus dedos em sincronia perfeita com a minha voz, devagar, lento, frenético e forte, esse é o meu momento, eu sinto que estou prestes a perder todas as forças que ainda existem em mim e estar tão exposta é deliciosamente excitante, eu sou minha e nesse momento eu descanso e sem fôlego eu abraço o travesseiro sorrindo, saboreando a liberdade e o doce sabor de ser dona de mim por inteiro, de ser dona e no momento a única responsável pelo meu gozo.

Mulher, negra, LGBT // Escrevo sobre amor para aliviar a alma. Escrevo sobre a dor para tentar curá-la. Escrevo sobre a realidade para tentar mudá-la.

Mulher, negra, LGBT // Escrevo sobre amor para aliviar a alma. Escrevo sobre a dor para tentar curá-la. Escrevo sobre a realidade para tentar mudá-la.