O que a dor me ensinou …

Eu mergulhei fundo dentro de mim, eu me redescobri … Encontrei um eu que nem sabia existir, me libertei, liberei o meu lado mais genuíno, parei de viver em função de um outro alguém e comecei a conhecer o real motivo de eu ainda estar de pé. Consegui enxergar em meio ao caos uma vontade enorme de viver, eu sonhei que eu sorria sem parar, sozinha, feliz, leve, bem com o que eu me tornei, com o que eu sou. E é exatamente isso que me sustenta, que me dá coragem, saber que ainda existe força dentro de mim, que existe luz, que em meio a tanta dor eu ainda consigo querer viver. Aprendi que eu sou plural, que eu tenho inúmeras facetas, inúmeras habilidades, que eu plantei sementes boas no meu curto tempo de vida nessa terra e que enquanto houver tempo vou continuar tentando ser melhor do que fui ontem. Aprendi a me respeitar, respeitar meu tempo, aprendi a valorizar e a me dedicar a quem faz o mesmo por mim. Aprendi a verdade por detrás de toda essa loucura. Aprendi que nós temos que viver da melhor forma que a realidade nos permite viver, sem esquecer que o mundo é cruel, que é difícil estar aqui, sem esquecer que a dor existe, que nem sempre seremos felizes, mas também sem esquecer que nós somos capazes de superar grandes adversidades, nós somos resilientes por natureza e enquanto houver vida e força dentro de nós, seremos capazes de tentar buscar uma vida em que os sorrisos não sejam tão raros assim …

Mulher, negra, LGBT // Escrevo sobre amor para aliviar a alma. Escrevo sobre a dor para tentar curá-la. Escrevo sobre a realidade para tentar mudá-la.

Mulher, negra, LGBT // Escrevo sobre amor para aliviar a alma. Escrevo sobre a dor para tentar curá-la. Escrevo sobre a realidade para tentar mudá-la.